Sob o regime de proibição de direitos coletivos e individuais

(Translation of our International Workers’ Day statement by our comrades from the Frente Comunista dos Trabalhadores, Brazil, to whom we are thankful)

Nenhuma solidariedade com os patrões e seus agentes políticos na proibição de direitos coletivos e individuais!

O pretexto de limitar o contágio do coronavírus, o governo grego ameaça os direitos democráticos, coletivos e individuais. Qualquer protesto sindical ou político está sendo perseguido, pois agora seriam movimentos desnecessários. Estão chovendo multas por qualquer tipo de protesto. E também ações da polícia que violam deliberadamente os direitos democráticos, enquanto para o abuso de poder foi dada imunidade por tempo indeterminado.

A proibição do direito de locomoção é o véu que cobre o regime de exceção, tendo como pretexto a proteção da saúde, pois mesmo antes do decreto legislativo PNP (Diário Oficial 986 / Β / 22-3-2020) que impôs essas medidas, os cidadãos já observavam o aumento das regras de higiene e distanciamento social, e isso era óbvio a olho nu. O toque de recolher e a humilhação dos cidadãos que saem de casa com cartões de bolso não fazem nada para reduzir a propagação do vírus, mas é claramente uma medida de terrorismo policial que serve a planos mais amplos da burguesia para um estado de exceção permanente e terrorismo de Estado em todas as oportunidades, juntamente com a interrupta imposição de blitz e bloqueios.

A burguesia está interessada apenas em defender seu prestígio se apresentando falsamente como o salvadora de uma sociedade «irresponsável» e «incompetente» que só pode sobreviver em condições de confinamento e restrição de sua liberdade. Além disso, diante da crise econômica latente, que entrou em erupção por ocasião do coronavírus, a elite política e econômica dominante está tomando medidas de precaução não para salvar grupos vulneráveis ​​da epidemia, mas para defender seu destino como classe e, especialmente, defender a reprodução do capitalismo podre e em decadência. Sua hipócrita manifestação de interesse na vida humana foi provada há muito tempo, desde quando não deram um centavo para evitar a destruição do planeta, pelos milhões de pessoas no terceiro mundo que passam fome, sede, diarréia, AIDS, doenças causadas pelas miseráveis ​​condições de vida, mas também pelas bombas que asseguram a prosperidade do império ocidental, através das guerras desencadeadas para que esses povos permaneçam para sempre sob seu tacão. Que ela mostre isso quando milhares de refugiados estavam se afogando no fundo do Mediterrâneo em busca de uma vida melhor na Europa «hospitaleira» e «civilizada». Chega de contos de fadas e alarmes terror-fóbicos que têm valor zero de saúde, pelo contrário, eles espalham o germe do canibalismo, obscurantismo e fascismo. A burguesia não mostrou seu interesse pela vida humana em geral quando milhares de refugiados estavam se afogando no fundo do Mediterrâneo em busca de uma vida melhor na «hospitaleira» e «civilizada» Europa. Chega de contos de fadas e alarmes aterrorizantes que não dão qualquer valor para a saúde. Pelo contrário, eles espalham o germe do canibalismo, obscurantismo e fascismo.

O governo já está nos ameaçando de que esta situação estabelecida seja permanente e que seu relaxamento ocorra apenas pontualmente em alguns lugares. Dizem que em setembro chegará a segunda onda da pandemia ao país e quem sabe quantas ondas desse ou daquele vírus virão até acabarem conosco.

Em 7 de abril, no dia da saúde, a maioria dos manifestantes foi espancada fora de hospitais e em outros locais públicos, embora os ativistas fossem poucos e guardassem distancia entre si. Os médicos agora estão impedidos de fazer declarações nos canais de mídia, a menos que sejam funcionários do governo e prestem um serviço oficial. Cada voz diferente, mesmo que possua três doutorados em epidemiologia e doenças infecciosas, foi marginalizada e supostamente acusada de «irracional e de espalhar notícias falsas». Por quem? Pelos novos fiscais da quarentena.

Amanhã, terça-feira, 14 de abril, por iniciativa do PENEN, [o Sindicato dos Trabalhadores Marítimos] e do Sindicato dos Trabalhadores do Hospital de Ática [região administrativa e histórica que engloba a cidade de Atenas, capital da Grécia], da qual participaram representantes de sindicatos do setor público e privado, foi deliberaa a organização de um protesto em massa no Ministério do Trabalho ao meio-dia com ações militantes que tenham como foco a defesa dos direitos dos trabalhadores. Até agora, sindicatos dos setores público e privado, como o dos Bibliotecários, Repartições Públicas, Técnicos Contratados, Associações de Professores, estão lutando pela ampliação da mobilização.

Dezenas de milhares de trabalhadores foram vítimas do governo e dos patrões, apesar dos anúncios de saúde, e após o miserável auxílio de 800 euros, eles ficarão completamente vulneráveis e à mercê dos empregadores. Além disso, muitos milhares de trabalhadores que não receberam suas férias serão excluídos desse benefício, bem como aqueles que trabalhavam em condições de trabalho informal e não declarado. O governo já estabeleceu o trabalho por turnos com redução correspondente nos salários. Realidade que veremos mais adiante em setores que até agora eram considerados a aristocracia da classe trabalhadora. Prevê-se que os próximos anos sejam sombrios, à medida que a economia afunda em uma onda de recessão sem precedentes, que será mais uma reminiscência de 1929 que 2008…

A mobilização de amanhã a frente do Ministério do Trabalho não é apenas para defender os direitos dos trabalhadores que serão fatalmente afetados, mas também um ato de defesa dos direitos coletivos e individuais democráticos fundamentais que estão sendo ameaçados agora com desculpas hipócritas.

É óbvio que o Dia Primeiro de Maio, Dia do Trabalho, também será perseguido e será atacado como qualquer evento coletivo sob a justificativa de que se trata de uma aglomeração irresponsável e perigosa do vírus. A esquerda «responsável» que encontrou um motivo para aprofundar a política de salvação nacional também pode se juntar a essa propaganda.

Pela retirada imediata do PNP antidemocrático referente à proibição do direito de ir e vir. Eliminação de todas as multas por viagens desnecessárias. Nenhuma restrição às liberdades políticas e sindicais.

Fortalecer o sistema público de saúde com recrutamento, UTI, criação de centros de saúde primários, requisição de clínicas privadas e produção de produtos de saúde.

Qualquer demissão e alteração adversa do contrato de trabalho realizadas a partir do início do ano serão declaradas ilegais.

Manter escolas, locais de trabalho, shopping centers e qualquer área de congestionamento obrigatório fechado e descongestionar os pontos de aglomeração e confinamento como as prisões sufocantes e lotadas. Medidas de higiene adicionais nos locais de trabalho que continuam sua operação com o controle dos sindicatos.

Dizemos sim às práticas necessárias de distanciamento social, mas dizemos não ao enclausuramento forçado, à supressão de direitos, à vigilância policial e a infeliz resignação servil e voluntária ao governo e aos patrões.

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